sexta-feira, 4 de maio de 2012

BASTA UM SOPRO



Efêmero
Prontas a explodir
Incontáveis vidas
Multiplicadas 
Outras vidas
Efêmeras
Basta um sopro.

sábado, 28 de abril de 2012

VOO DA ÁGUIA


Voo da Águia


Olho com as nuvens
Vertendo a imensidão
Voo a encantada beleza
Liberdade de ser
Simplesmente pura
Como a montanha
 Silenciosa acolhe
Deslumbra

sábado, 21 de abril de 2012

TEIA

Foto: Celina Alcantara Brod

Gotas presas no instante.
Um segundo mais 
é passado.
Vale o olhar
mergulhador
cravado.
Equilibrado na teia
sustenta
a impermanência do orvalho.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

LUZES



Céu estampado na palheta de final de dia
 Encerra em cores o espetáculo.
Fim do ato
em completude
Dá a alma o voo para se espalhar nas nuvens.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

VIAGENS

  
Venho de uma longa jornada
Caminho percorrido de marcas e sulcos
Retratos de meus pés descalços.
 Vi o sol nascer e se pôr
Dancei com a noite
Dormi sob a luz da lua.
Cantei versos de amor
Entendi a solitude.
Fiz silêncio em meio a loucura
Desatei nós da linha enrredada
E com ela teci sonhos.

Hoje sou parte da estrada
Viva entre pedras, cascalhos e arbustos
Sorvi cada gota de orvalho
Fiz amizade com as formigas.

Abandonei as certezas
Me fiz errante.
A correnteza lavou a paisagem
 Abriu clareiras, desenterrou o rio.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FRACTAIS



Acordo com os cabelos molhados de suor, os fios enrredados contavam os movimentos da noite mal dormida. Voei entre pensamentos e personagens unidos nesta mesma trama que moldam o amanhecer. Fragmentada cubro a pele em óleo, perfume e vestido.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

DESENTERRO



Doce leito de preguiça, deixa meus olhos entreabertos e com sabor de sono não desperto, espreguiço os braços e recontorno as fibras, sacudo os dedos e tagarelo as letras que brincam de imagens e sons de sol.
Suave deleitar de boca vermelha, aberta escancarada na janela, espera e sonha, brinca e anoitece.

domingo, 25 de abril de 2010

SEMENTE LANÇADA


Retorno a minha escrita no blog
Com o brinde mais puro e doce
que embala minha vida



FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR

Não sei fazer coisa melhor. Usar a minha escrita para poder te presentear além de possíveis objetos que seriam pequenos demais para te dizer o quanto te desejo um grande e feliz dia de cumprir 62 anos. Te amar é doce, te querer é pura conseqüência. Posso dizer isso hoje como disse em todos os dias depois que te conheci, mesmo quando me senti apartada de ti por abismos que imaginei intransponíveis. Te saber em busca de teu bem maior me dava o alento de viver do silêncio e me acariciar das lembranças que me cobriam do frio das noites. Tive as árvores por testemunhas, onde rolei lagrimas e sufoquei os soluços. As estrelas me mostravam na imensidão do universo que tudo torna ao ponto de partida, a roda da vida gira e um dia quem sabe poderia estar novamente ao teu lado. Enquanto todos pensavam que estávamos juntos fizemos um culto de sacrifício, por amor, muito amor. Nós sabemos o quanto estivemos prontos a sacrificar.
Hoje quero celebrar contigo a vida. Cada segundo precioso que desfrutamos lado a lado, vencendo dia a dia as batalhas, recostados neste amor que nos abriga de toda ameaças. Assim hoje como todos os dias, fico te olhando e te amando em cada detalhe. Ao teu lado sou a mulher que vive dentro de mim, sem amarras e sem barreiras, desperta com a noite e feita na luz de cada amanhecer. Visto e revisto diferentes peles e coberturas e na tua frente me dispo. Nua, posso dançar, retorcer meus músculos em espasmos de suave sedução fazer esticar tua pele e levantar arrepios que fazem teus olhos se iluminarem de desejo. Vejo teu sorriso se espichar enquanto brinco, brinco e danço me fazendo tua e assim enchendo de estrelas multicoloridas em teus olhos fechados, cabeça inclinada em êxtase.
Sabes amor? As estrelas, sempre as encomendo por antecipação. Deixo elas viverem nas pontas de meus dedos quando te toco e acaricio, acelero cada uma em seus brilhos e deixo-as passar por entre teus poros molhados no suor que bebo com loucura. Doce sabor tem tua pele, néctar dos teus sentimentos que se expõem a minha frente sem vergonha de colher em mim toda a sua ventura. Estendo o cálice para o brinde que se concluí na ultima gota bebida com singeleza, onde navego entre mares e estrelas me perdendo enfim em suave loucura.
Estar ao teu lado no dia do teu aniversário é presente para mim. Se pudesse, meu amor, apartaria tudo o que te faz sofrer no dia de hoje, mas como não posso, quero te amar, tão forte e tão alto para que se escute até os confins do universo. Quem sabe assim todos entendam que o amor é além de todas as fronteiras, além de todas impossibilidades o maior bem que podemos desfrutar.
Com todo meu amor,
Tua Gracinha

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

RENASCER


Iniciaria assim: Para voces meus netos que me deram a chance de duas parições
O céu despencou em fúria. Apaguei as lâmpadas, desliguei as tomadas e me abri para absorver na carne a energia dos raios. Estouram e amedrontam, te identificam na força, na energia que te esgotastes em desejar-te morta no lugar de teu neto. Chamastes pela tua descendência e ancestralidade. Percebo que me desfaço em duas para poder ver o instante, forte, gigante, único de dor e amor. Querendo colocar a filha para dentro das entranhas me vi mulher parindo outra mulher. Teu corpinho frágil, inerte quase sem vida com teu sorriso e barulhada acima em forma de luz me suspendeu no ar. Abracei tua mãe e te deixei para trás invadida por uma luz forte como estes raios que caem agora La fora. Abraçada por minhas perdas disse: Agora não!
Despertei nesta manhã de fúrias, raios e chuvas agradecendo aos céus, a vida como ela é, porque é perfeita em todos os detalhes. Bom dia! Mais um.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Selo

Espadas de sol
banham o leito
Pleno de sabores
Nossos corpos estendidos
Repousam
Doces sentidos
Peito arfante
Selo humano
Prova do divino.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MI NIÑA


Hoje te tenho em meus braços

em acalantos de suave doçura.

Vida do meu amor.

Bendita a vida

nutrida em teu ventre.

Doce amor, suave encanto

Bela mãe, bela vida

Que seria de mim sem este amor

fruto germinado da doçura?

Te quero por me quereres vida

Te amo porque de amor

vives e por amor

Te amo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

VOLVER


Rompo o silêncio e o segredo

Volto a escrita


Sinto falta da minha poesia.

Ela anda atada, junta, misturada

Com as particulas da alma.

Seus movimentos bailam na peça ao lado

e diluem-se em imagens de encantamento.

Danço meu cântico e busco o eco,

Somem os sons é denso o vazio.

Viajo por mim em rastros de dor e deslumbramento.


Descanço impressa nas tuas pálpebras.

Estendida no leito, diluida em curvas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

COLHEITA


Escrevo e me inscrevo nesta terra de vida

Aos que chegam saúdo em letras

E linhas de poesia

Corre por entre os dedos

As luzes do entardecer que encerram o ciclo

Reinaugura e estabelece

O tempo da colheita.

domingo, 10 de agosto de 2008

LA CÁRCEL

"Repousa menino o teu gozo na infinidade do tempo,

tua face adormece em mim."


Basta um minuto
Rompem-se os elos
Abre-se o cativeiro
Basta um minuto
Livres alcançamos
os limites do universo
Sombras agrilhoadas no vazio
armam o proprio destino
Erguem-se em muralhas cinzas
Tristes, incapazes de amar
Desconhecem o transpassar
do tempo da alma viajante
livre das prisões sem portas.

domingo, 3 de agosto de 2008

SEGREDOS

Lembro dos teus últimos gestos, duas luas vermelhas desenhadas na curva. Vejo por entre as folhas as imagens de uma verdade desnecessária de ser falada mas sutil e essencial.

Pranto na tela o que se exprime em vértices de luz. No espaço crio a certeza do que não morre e insiste em ser feliz. Desta eternidade do instante se faz a cumplicidade. Nas mãos ao ar nuvens de esperanças. Linha infinita inviolável de me saber a amada.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

SOL


O sol estende seus braços sobre as árvores.
Pássaros cantam em sinfonia
no cheiro da manhã que invade o quarto.
Aninho em teu peito os sonhos
Corpo doce e manso
Suave repouso
que insiste em amanhecer.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

LUA



O perfume incrustado na pele corre por entre as veias. Cada detalhe desenha em cores as linhas do caminho. Olhos perdidos na plenitude compartilhada. Estendida, languida e dormente. Deitadas sobre a pele gotas de coração se espalham no toque . Ritmo do respirar em danças de estrelas.

Que passa diante dos olhos de quem não vê o amor?

Ele se denuncia no olhar, na risada e na beleza, na serenidade da pálpebra cortina dos sonhos, no pulsar constante da dança de almas. Eternamente juntas. Seladas bocas. Para sempre!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

JANELAS




Espreitas e vigias
Espectro de verdade plena
Olhos vivos
Vivos de amor
Janela aberta
Pintada de vermelho
salpicada de brilho
Lua cheia de marinho
batiza o anoitecer.
Repouso no amor
sem fronteiras
Recosto minha face
na noite
Suspiro a entrega
do cálice sutil.



segunda-feira, 14 de julho de 2008

CAMINHEIRO, CAMINHANTE...


Caminheiro, Caminhante...


Em cada posto
Finca e marca
Dunas rosas
Perfumado amor
Flor perene
Lenta, doce
Embalada.
Danço, canto
Desenho
Limo em gotas
Orvalhadas
Úmido sorriso
Pedaços de céu
Olhos amados
Desvelados
em noites
sem dormir.

sábado, 5 de julho de 2008

MANHÃS






“Sou tua manhã, teu pensamento
primeiro”


Guardas
Como cada célula do teu corpo
O reflexo da minha imagem.
Distante e tão próxima
Liquida figura
Beija a margem do rio
Corredeiras vivas
Pedras molhadas.
Estou aqui
Batendo no teu peito
Viva e impressa
Olhos perdidos
Não escapa de ti.