quinta-feira, 19 de abril de 2007

DECAEDRO IV

IV

A morte se esgueirou
por quem espalha tempestades
Extinguiu-nos na dor
Que perfurou a alma.
Busquei no ar o que sobrou de mim.
Lentos dias se fizeram ocaso.
Extenuada me perdi sem ti.
Toques mudos e sem respostas.
Submersa no abandono
Enlouqueci.
Busquei nossos corpos
Para estancar as chagas
Te encontrei vagando em teu vazio
Te toquei com solenidade e lentidão
Percebi teu corpo estremecer
Voltamos a vida entorpecidos
Feridos e marcados
Pela mentira e desventura
Nossos corpos se amaram.
Renasci.

10 comentários:

Walmir Lima disse...

Amar é renascer a cada nanosegundo de compartilhamento do mútuo testemunho.

Walmir Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ernesto Dias Jr. disse...

Linda seqüencia o Decaedro, Maria.
Enxerga-se, como prosa, toda a história por trás dos versos.

Walmir Lima disse...

Completando...E transcende a morte.

PS: Gostei da foto - sorrindo!

Anne M. Moor disse...

Minha querida amiga! Quem estava segurando a tua mão escrivinhadora quando criaste isso????? Isso mais parece um filme passando de novo!!!

Ernesto Dias Jr. disse...

Tardiamente, eu sei. Mas retribuo meu link no seu com seu link no meu.

Anne M. Moor disse...

Tive que voltar aqui depois de passar no blog da Celina... Tens uma filha sensacional. Tão parecida contigo... E vcs todas vinda da tua mãe que eu sempre adorei.

Walmir Lima disse...

Também passei pelo 'Tãozinha' e adorei. Endosso tudo o que Anne falou. Parabéns igualmente por essa 'outra ótima produção'.

Amanda Arthur disse...

Poxa... Você escreve e externa sentimentos tão bem, Maria! Sigo acompanhando a sequência dos decaedros.

Maria disse...

Anne, Amanda, Walmir e Ernesto: Meu coração se prenha da doce sensação de compartilhar.E como para mim é vício, adorei acordar e encontrar todos vocês aqui. Esta mágica me tomou conta e me acarinha até os ossos.
Obrigada...Beijos em todos