domingo, 6 de maio de 2007

ÁGUAS


..."Escrever me dá o grau da medida do silêncio. Clarisse Lispector"

Na imensidão da água que flui constantemente entrego minha pequenez e meu coração. Não há amor maior do que o da natureza, sempre ali, pronta, vestida de festa para o encanto. É necessário fazer silêncio para que o ronco das águas nos falem seus segredos. Viver no fluxo como o rio prenhar cada curva de terra que se faça obstáculo. Tomar em mãos as suaves gotas que se espalham pelo caminho e deixar que o sol em sua cálida ternura acaricie meu rosto e deixe que repouse minha cabeça nesta suave mágica.

6 comentários:

Amanda Arthur disse...

Sintonia. Em minha viagem esta semana a Minas (vide último post Sarau), senti muito do que está dito neste texto. Lindo.

Anne M. Moor disse...

Que figura linda! O arcoíris em meio à imensidão das águas mais parece um abraço apertado.

Walmir Lima disse...

Um abraço apertado entre povos irmãos (que como todo irmão, de vez em quando, dá um cutucão no outro). Muy hermanos!

Walmir Lima disse...

Eu falei...eu falei...que vinha inspiração da boa. Pelas mãos e na cabeça de Maria.

Maria disse...

Esta sintonia Amanda é a todos que amam. No momento ando encantada com a vida e com o que ela tem me dado de presente.
Anne e Walmir: Quando penso de parar de escrever, mesmo aqui em meio ao trabalho, congresso e essas coisas mais, na hora em que sento no computador do hotel escrever é como musica para mim.

Anne M. Moor disse...

E continua que tu nos alimentas a alma com as tuas escrivinhações como diria o Ernesto...