domingo, 25 de março de 2007

Cumplicidade do Silêncio




Abandonei por um tempo as palavras, para que repousasse em mim o silêncio. Hora de repor as peças em sombra, humidade e sol para que se possa desfrutar deste intenso aconchego. Deixar fluir pela pele o suave suor que ilumina e tratar com as mãos as raizes humedecidas. A água como testemunha espelha minha face enlanguecida. Silencio com o sangue e a respiração e deixo que a eternidade perpetue em mim. Lentamente abram-se as pétalas e nasce a flor em sua formosura.

10 comentários:

Anne M. Moor disse...

E lentamente voltas à vida...

ETERNA GEMINIANA disse...

É no silêncio que nos descobrimos, e conversamos com nossa alma! é quando ficamos calados que podemos ser escutados!! E retornamos mais forte e mais belos!

Anne M. Moor disse...

Ontem qdo fiz meu comentário eu estava um pouco ... Os silêncios das entrelinhas são pressentidos num canal alfa... Nice to have you back ...

Maria disse...

Obrigado as duas pelo entendimento profundo das entrelinhas. Maravilha poder compartilhar com voces...

Flavio Ferrari disse...

Sem palavras, não há entrelinhas...

Walmir Lima disse...

'Maria, que bom poder visitar você nessa aldeia da amizade e da cultura que é o Blog.
Teu ‘Sonhar e Voar’ é lindo e teus belos textos embevecedores revelam nas entrelinhas a confirmação de que ‘a vida é um eterno vir a ser’.
E esse teu renascer, como quis dizer a Anne, no que vi se deu da forma mais linda: a partir do teu interior.
Falar do teu Português correto e corrente seria mera redundância, já que, gaúcha, não negas a origem.
Voltarei sempre, mas, antes de sair, queria te deixar uma gotinha (uma Trova) que colhi do mestre:

Maria

Há três coisas neste mundo
cujo gosto não sacia...
É o gosto do pão, da água
e o do nome de Maria.

Ernesto Dias Jr. disse...

Poxa!
Um blog novinho em folha e ninguém me avisa???
Parabéns, Maria. Parece que vou virar freguês...

Maria disse...

É verdade Flavio, sem entrelinhas. POrque qundo a vida se enche de entrelinhas o melhor é ficar caladinha no canto e esperar a banda passar.

Maria disse...

Adorei o poema Walmir, fui dar uma espiadinha no teu blog e não saio de lá. Volta sempre, que eu vou para lá agora.

Maria disse...

Que bom Ernesto, é o tipo de freguesia que me encanta. Aqui tem desconto, prestação zero, emprestimo e doação. Volta sempre, porque eu já tenho andado pelo teu blog e me deliciado.