terça-feira, 3 de junho de 2008

VISITA

Descortino o sol que borda a terra e espero suavemente o momento de nosso encontro. Desconhecido de tempo por que se dá a cada dia em que se conectam as luzes que invadem a alma. O espaço compartilhado a cada instante em que te vejo passar por minha porta e olhar-me por dentro. O mesmo arrepio de sempre percorre a pele tocada com teus olhos.

Duvidas de mim e não me chamas no portal. O sol lá fora avista o conforto desta sombra, interlúdio de silêncio de espera de te saber aqui.

Ah! Doce encontro orquestrado em boleros e vinhos...

Enquanto o sol descortina as curvas do horizonte teus olhos despem minhas vestes e minha nudez tatuada lânguida e dormente amanhece em ti.

7 comentários:

Anne M. Moor disse...

As luzes da alma as vezes nos mantém fechadas para a vida que vem... Abre as portas...

Clarisse disse...

q este sol continua a descortinar todos teus desejos e viveres cheio de luz! um beijo!

Lindo texto! comovente, envolvente!

Walmir Lima disse...

"Ah! Doce encontro orquestrado em boleros e vinhos..."

Teu estilo é arrebatador. Será coisa de gaúcho?
Amei!

Maria disse...

Anne, Clarise e Walmir.

Abro as portas em meio ao sol. O vinho e o bolero são coisas do coração, sempre a espera de um brinde.

Jorge Lemos disse...

A vida propicia: porta do coração sempre aberta...os passos? Dois prá cá, dois prá lá.

Viva Maria.

Sarah disse...

conheço bem teus caminhos,porque conheço tanto teu único caminhar

Maria Luiza disse...

...este é um lugar onde não diremos nada, nada aconteceu...apenas seguiremos encantadas...